Estudo inédito no país
07/02/2005 - Fonte: Pioneiro

Estudo inédito no país
07/02/2005 - Pioneiro

O ministro da Saúde, Humberto Costa, anunciou o início do maior estudo com células-tronco adultas, para tratamento de doenças do coração. A pesquisa, chamada “Estudo multicêntrico randomizado de terapia celular em cardiopatias” tem por objetivo comprovar os resultados obtidos em pesquisas isoladas e verificar a viabilidade da substituição dos tratamentos cardíacos tradicionais, inclusive transplantes, pela terapia com células-tronco. O estudo será patrocinado pelo Ministério da Saúde e envolverá grupos portadores de quatro doenças: infarto agudo do miocárdio, doença isquêmica crônica do coração, cardiomiopatia dilatada e cadiopatia chagásica. Os pacientes avaliados serão divididos em grupos, com 300 cada, conforme o tipo da doença. Em cada um, a metade receberá o tratamento tradicional com os melhores recursos farmacológicos ou cirúrgicos disponíveis, e a outra, a terapia celular. Nesse caso, cada paciente receberá células-tronco de sua própria medula óssea.


Se ficar comprovado que as células-tronco podem melhorar as condições desses pacientes na mesma proporção que os estudos preliminares têm indicado, estima-se que 200 mil vidas poderão ser salvas em três anos e reduzido o custo do tratamento em aproximadamente R$ 37 milhões por mês.

No total, 1,2 mil pacientes vão participar do estudo, que terá colaboração de três instituições gaúchas: Hospital das Clínicas de Porto Alegre (Ufrgs), Hospital São Lucas (PUC) e Instituto de Cardiologia do Rio Grande do Sul.
Argentinos fazem implante de células-tronco contra diabetes
10/01/2005 - Fonte: Site Terra

Argentinos fazem implante de células-tronco contra diabete
10/01/2005 - Site Terra

No início de janeiro, especialistas argentinos conseguiram implantar células-tronco no pâncreas de um homem de 43 anos, com diabete, mas que não dependia de insulina. O método usado pelos médicos especialistas foi feito pela primeira vez em nível mundial. Ele promoveram a regeneração dos tecidos atingidos do pâncreas que tinham deixado de produzir insulina, o que é necessário para conter o avanço do diabete. O implante de células-tronco foi aplicado por via endovascular, sem necessidade de cirurgia. Os especialistas trabalharam com o mesmo método usado para implantes de células-tronco no coração, obtidas da medula óssea do paciente, que não causam rejeição.

A experiência argentina contou com o aval e o reconhecimento da Universidade de Stanford e do Hospital Emby Anderson de Houston, Estados Unidos, e do Hospital George Pompidou de Paris.
IC transplanta células-tronco
28/12/2004 - Correio do Povo

IC transplanta células-tronco
28/12/2004 - Correio do Povo

O Instituto de Cardilogia (IC) do RS realizou no dia 22 de dezembro o primeiro transplante de células-tronco no Sul do Brasil, através de um cateterismo cardíaco. O paciente operado foi um homem de 62 anos que já havia sido submetido a uma cirurgia de pontes de safena e apresentava novo quadro de obstrução grave das artérias do coração. O médico cardilogista Ivo Nesralla disse que a originalidade do processo estava na forma de injetar as células-tronco, através de artéria femoral, já que era inviável submeter o paciente a outra cirurgia de pontes de safena. Com a nova técnica, a recuperação é mais rápida e, no caso, o paciente foi liberado um dia após a interferência.


Segundo a matéria, há diferentes técnicas para o transplante e a cateterização das veias do coração é uma opção simples, de baixo risco e potencialmente eficaz. Esse tipo de procedimento é realizado em situações de exceção, envolve uma complexa logística e uma equipe de diversos profissionais.
Células-tronco
11/12/2004 - Zero Hora
Células-tronco
11/12/2004 - Zero Hora

Células e coringas – Maria das Graças da Pomuceno recuperou-se de um acidente vascular cerebral, depois de receber um implante de células-tronco. Também pesquisas que mostram a recuperação cardíaca de doentes com Chagas, mediante tratamento com células-tronco, têm se revelado promissoras. O transplante de células-tronco está sendo usado no tratamento de doenças como esclerose múltipla, na reconstituição da medula espinal de paraplégicos ou tetraplégicos (10 mil casos a cada ano no Brasil), em doenças cardíacas, no diabetes, em leucemias e enfermidades renais.

As principais fontes de células-tronco são a medula óssea e, desde 1988, o sangue dos cordões umbilicais humanos, que até então eram jogados fora. De lá para cá, pesquisas e estudos passaram a ser desenvolvidos para armazenar o material. O primeiro banco de sangue de cordão foi criado nos Estados Unidos em 1993, e outros sugiram em vários lugares do mundo.

Na origem dos tecidos – As células-tronco que podem ser transformadas em qualquer outra célula do corpo, já estão sendo usadas no tratamento experimental de corações com insuficiência cardíaca e de cérebros acometidos por acidente vascular cerebral. Muitas células especializadas do corpo não podem ser repostas por processos naturais se estão doentes ou foram seriamente danificadas. Funcionando com uma espécie de microchip em branco, que pode ser programado para executar qualquer tarefa especializada, as células-tronco são a maior esperança da ciência para ajudar o corpo numa tarefa feita naturalmente: a renovação das células.

Nesta matéria, as células-tronco embrionárias e as adulas são resumidamente assim apresentadas:

Células-tronco embrionárias
a) Todos os seres humanos derivam de um única célula, o zigoto, formada após a concepção;
b) O zigoto se divide até que, por volta do quinto dia após a concepção, está formado um aglomerado de aproximadamente, 150 células, chamado de blastocisto.
c) O blastocisto é menor do um grão de areia e contém dentro de si uma massa interna de células que são chamadas células-tronco embrionárias.
d) Esse blastocisto, se implantado em embrião, se transforma posteriormente em ser humano.
e) Se o blastocisto é usado para pesquisas, é destruído assim que se retiram as células-tronco. A capacidade mais impressionante da célula-tronco embrionária é sua habilidade de gerar todos os tipos de células funcionais adultas encontradas na pele, músculo cardíaco, sangue, tireóide, nervosas (neurônios), muscoloesqueléticas, músculo do esômago, alveolares (pulmão), pigmento, hepáticas (fígado) pancreáticas.

De onde são retiradas: Para serem usadas em pesquisas, é necessário o consentimento do casal de doação para esse fim. Essas células são retiradas de embriões desenvolvidos através de óvulos fertilizados em laboratórios de reprodução assistida e que não foram implantados no útero, mas sim congelados para não serem descartados. Somente é cogitado uso desses embriões em pesquisa após três anos de congelamento em clínicas de reprodução assistida.

Células-tronco adultas
Existem em diferentes tecidos do corpo, incluindo o sangue, o cérebro e a medula óssea. O isolamento dessas células é mais difícil de ser conseguido em comparação com a embrionária. Entre as células adultas de maior interesse e mais conhecidas estão:

1) Células-tronco hematopoéticas
Estão em estudo. Foram as primeiras células-tronco a serem usadas com sucesso no tratamento de doenças do sangue como a leucemia. De onde são retiradas: Da medula óssea, do sangue do cordão umbilical, e, em pequenas quantidades, do sangue circulante. Células-tronco do sangue do cordão umbilical: São mais imaturas do que as da medula óssea, e oferecem menos rejeição quando transplantadas de um indivíduo a outro. De onde são retiradas: Do sangue do cordão umbilical, coletado logo após o nascimento do bebê.

2) Células-tronco mesenquimais
Têm a capacidade de formar, em laboratório, uma grande variedade de células. Podem se obtidas em quantidades apropriadas para aplicações clínicas. São possíveis para uso em reparação de tecidos. De onde são retiradas: Da medula óssea e do cordão umbilical.

Esperança
A expectativa mais promissora das células-tronco é a sua possibilidade de servir como fonte de reposição de células específicas, o que ajudaria no tratamento de diversas doenças, incluindo lesão medular, ataque vascular cerebral, doenças cardíacas, diabetes tipo 1, osteortrite, artrite reumatóide, distrofias musculares, doenças do fígado, Parkinson e Alzheimer. A regeneração da retina com células-tronco isoladas dos olhos podem levar a uma possível cura para olhos doentes e, quem sabe, no futuro, ajudar a reverter a cegueira. Células-tronco do cabelo também já foram isoladas e, em pesquisas com ratos de laboratório, conseguiram reverter a ausência de cabelos por meio da regeneração das células do couro cabeludo.
O que são células-tronco?
15/11/2004 - Zero Hora
O que são células-tronco?
15/11/2004 - Zero Hora

Células-tronco são células ainda indeterminadas. Podem construir diferentes tecidos do organismo como músculos, nervos e sangue. Esta é uma capacidade especial, já que as demais células geralmente só constituem um tecido específico (ex.; células da pele, só podem constituir pele). Outra capacidade especial das células-tronco é a auto-replicação, isto é, podem fazer cópias idênticas de si mesmas, com potencial de se diferenciar em diversos tecidos. As células-tronco mais eficientes são as retiradas de embriões de cinco dias. Outra alternativa são as células-tronco da medula óssea e as do sangue do cordão umbilical, que podem se transformar em um tipo específico de tecido, mas têm capacidade de diferenciação limitada. Pesquisas correm o mundo para superar esta restrição.
Células da esperança – novos tratamentos
12/06/2004 - Pioneiro
Células da esperança – novos tratamentos
12/06/2004 - Pioneiro

A utilização de células-tronco tem significado especial para dois moradores da Serra. No caso de Gabriel Estevão Kriger, 2 meses, trata-se de preservação. Ele foi o primeiro bebê da região a fazer a coleta de sangue de cordão umbilical, logo após o nascimento, para previnir futuras doenças, com chances de também serem aproveitadas pela irmã, Vitória, e por outros parentes. Gabriel teve suas células coletadas no dia do seu nascimento, em 22 de setembro, em Caxias do Sul, e armazenadas em um banco privado do centro do País.

Para Volnei Silveira de Oliveira, 30 anos, pode representar o fim de um drama que já dura três anos e meio. Volnei sofreu um tiro nas costas e, desde então, vive em cadeira de rodas Agora ele já está inscrito para integrar o próximo grupo de vítimas que será tratado com células-tronco da própria medula óssea para reinserí-las na parte lesada de sua coluna. Esse procedimento pode regenerar a região lesada pelo disparo e devolver-lhe o controle das pernas.

Outra grande aposta dos pesquisadores é a aprovação, no Brasil, das pesquisas com embriões. Neles, as células-tronco se apresentam em maior quantidade e com mais capacidade de substituir outras células. Essa esperança enfrenta ainda alguns obstáculos

Entenda: a célula-tronco é uma célula em estágio inicial, antes de ter uma função definida. Quando o corpo começa a ser constituído, ainda na barriga da mãe, cada célula assume uma função específica. Aí surgem os neurônios, as células sangüíneas, etc. A capacidade da célula-tronco se transformar em outros tecidos, e também de se multiplicar é o que anima a ciência. Ela pode se tornar uma substituta para células lesionadas ou mortas, reconstruindo o funcionamento do corpo na ára afetada.

Uma revolução no futuro: No Rio Grande do Sul, a utilização das células-tronco ganhará com a criação de dois bancos de sangue de cordão umbilical – um privado e outro público. O HemoCord, privado, que teve seu pré-lançamento em outubro, abre suas portas ainda este mês. O público, ligado ao Instituto de Pesquisa com Células-tronco (IPTC), está em fase de pesquisa e não tem data prevista para começar a funcionar.

A médica caxiense Karolyn Sassi Ogliari, diretora do HemoCord, afirma que dentro de 10 anos a coleta de sangue de cordão umbilical será comum. Para ela, o avanço das pesquisas promete resultados promissores. Os idealizadores e defensores do banco público, também apostam na boa quantidade de material armazenado para conseguir atender a maioria das pessoas que precisam de transplante.
Casal coleta células-tronco de filha recém-nascida
12/06/2004 - Zero Hora
Casal coleta células-tronco de filha recém-nascida
12/06/2004 - Zero Hora

Procedimento foi feito após trauma da perda do primeiro filho O casal de professores universitários, de Santa Maria, Gisela Biancalana (36) e Felipe Müller (37) optaram pela coleta do sangue de cordão umbilical da filha Giovana, caso a saúde ou a sorte lhe faltem no futuro. Pesou na decisão do casal a perda do primeiro filho, que nasceu prematuro e morreu aos 50 dias de vida por complicações causadas pelo descolamento da placenta. A mãe, Gisela, que sofre de lúpus (tipo grave de doença reumática) e toma fortes medicamentos para controlar seus sintomas, receava também os riscos do fator hereditário da doença. O casal projeta um futuro promissor, onde todas as crianças terão acesso a esta segurança. “Isso é usar a tecnologia a favor da saúde humana”, recomenda Müller.
O homem do coração renascido
20/01/2004 - Site Terra
O homem do coração renascido
20/01/2004 - Site Terra

Nelson Rodrigues dos Santos Águia, 69 anos, aceitou ser cobaia de uma experiência inédita que o tornou o primeiro na América Latina a ter o coração recuperado graças à terapia por transplante celular. O procedimento realizado no paciente, consistiu na retirada das células-tronco da medula óssea doente, multiplicá-las em laboratório, injetá-las novamente, por meio de um catéter e transportá-las até o coração. Águia já tinha cinco pontes de safena e duas mamárias, e estava na fila de espera por uma terceira cirurgia. Depois da experiência, Águia caminha quatro quilômetros em dias alternados, faz natação, joga futebol e voltou às atividades profissionais como representante comercial.

A Drª Alice Teixeira Ferreira, livre docente de Biofísica da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que acompanhou o caso, disse que “as células-tronco se multiplicam à sexta potência e o que as tornam importantes é a capacidade de se transformarem em diferentes tipos de células”. Com esta técnica, ela tenta descobrir os fatores que explicam as propriedades das células-tronco.





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