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CÉLULAS-TRONCO DO SANGUE DE
CORDÃO UMBILICAL CO-CULTIVADAS AUXILIAM
NA REGENERAÇÃO DE FERIDAS
Estima-se que 15% dos pacientes diabéticos apresentam ulcerações não curáveis nos pés. Nos últimos anos, vários pesquisadores vêm somando esforços para desenvolver novas metodologias avançadas para curar feridas crônicas, como o uso tópico de fatores de crescimento ou procedimentos baseados em terapias celulares. Algumas dessas terapias foram aprovadas pela Food and Drug Administration (FDA). No entanto, ainda são necessárias formas mais eficazes para o tratamento de feridas crônicas, especialmente em pacientes diabéticos.
O sangue do cordão umbilical humano pode ser uma potencial fonte de células progenitoras endoteliais (células que revestem o interior dos vasos sanguíneos) para a cura das feridas crônicas em pacientes diabéticos. Essas células são obtidas de forma não invasiva, podem ser armazenadas por décadas sem perder as propriedades biológicas e têm baixa imunogenicidade, isto é, apresentam menor chance de reação imunológica, o que as torna interessantes também para o transplante alogênico.
Um estudo publicado no início de 2010 na área de engenharia tecidual, relata o desenvolvimento de uma metodologia para melhorar a sobrevivência, diferenciação vascular e o potencial regenerativo de células-tronco derivadas do sangue (hematopoéticas) de cordão umbilical (CD34+). Nesse estudo, foi utilizado um sistema de co-cultivo in vitro de células-tronco indiferenciadas CD34+, com células endoteliais derivadas de células CD34+ em gel de fibrina 3D. As células endoteliais que se diferenciaram a partir de células CD34+ do cordão umbilical aparentemente possuem propriedades angiogênicas, formação de novos vasos sanguíneos, superiores às células totalmente diferenciadas. O efeito provável envolve a secreção de citocinas, isto é, moléculas que enviam sinais entre as células, incluindo interleucina-17 e interleucina-10 e a ativação de rotas metabólicas celulares.
O potencial regenerativo do sistema de co-cultivo foi demonstrado em um modelo animal utilizando camundongos diabéticos submetidos a feridas induzidas. O transplante de células co-cultivadas melhorou a cicatrização de feridas, diminuindo a reação inflamatória e aumentando a neovascularização, se comparado aos grupos controladores.
Clique para ler a notícia na íntegra: http://www.hemocord.com.br/news/fevereiro-11
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